O CETA - Círculo Experimental de Teatro de Aveiro foi criado em
14 de Fevereiro de 1959 por um grupo de jovens pertencente ao corpo redactorial
do VAE VICTIS - Suplemento literário juvenil de “O Litoral”.
Em 3 de Julho do mesmo ano, o CETA tem pronto o seu primeiro espectáculo, que é
proibido de ser apresentado neste dia pela censura e pela Pide, só porque no programa
o ilustre aveirense e homem de letras, Mário Sacramento, assinava um texto de apresentação.
Este espectáculo era constituído pelas peças «O Urso» de Anton Tcheckov, «O Dia
Seguinte» de Luiz Francisco Rebelo e um entreacto de poesia de Carlos Morais. Finalmente,
o espectáculo só foi possível após ser eliminado na totalidade o referido texto
e substituído por outro, de não menos ilustre Aveirense, o Dr. David Christo, director
de “O Litoral”. Foi à cena no Teatro Aveirense a 31 de Julho de 1959.
Como convidados encontravam-se o Dr. Luiz Francisco Rebelo e sua esposa, a actriz
Mariana Vilar.
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Durante os 45 anos de actividade o CETA - Círculo Experimental de Teatro de Aveiro
nunca parou. Levou à cena cerca de 80 peças, sem contar com os diversos espectáculos
de rua, proporcionou formação a muitas crianças e jovens em todos os domínios cénicos,
despoletou o bichinho do teatro em muitos outros, organizou palestras e colóquios,
editou uma revista de poesia e livros de teatro, - sendo o mais recente o livro
Contar e Cardar de Mário Castrim - trouxe a Aveiro um conjunto diversificado de
grupos nacionais e estrangeiros, quer ligados ao teatro quer a muitas outras vertentes
culturais (da música à dança, ao folclore, ao cinema, à poesia, etc).
Ao longo do seu percurso, o C.E.T.A. obteve numerosos prémios e menções honrosas
em concursos de teatro, foi homenageado, é conhecido por todos os aveirenses e por
muitos portugueses e a qualidade do seu trabalho tem sido reconhecida por todos
os que com ele têm tido contacto.
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